Home | Mapa do Site | Extranet

Notícias

Policiais de 14 estados manifestam apoio à greve da Civil de SP

A Polícia Civil de São Paulo recebeu o apoio de delegados de polícia de 14 Estados e do Distrito Federal, que paralisaram suas atividades, no dia 29, por duas horas.
De acordo com o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), Carlos Eduardo Benito Jorge, “está havendo uma falta de boa vontade política do governador de São Paulo. Ele tem que atender as necessidades dos policiais, e a proposta de reajuste de 6,5% em 2009 não repõe inflação alguma. É um absurdo”, declarou. Segundo ele, houve paralisações nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará, Maranhão, Roraima, Mato Grosso, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal.
Na Bahia, de acordo com a Associação dos Delegados de Polícia (Adpeb), cerca de 800 delegados do Estado paralisaram as atividades. “A forma como o governo de São Paulo se posiciona sobre o trabalho e a remuneração dos delegados é absurda”, disse o vice-presidente da Associação, Pietro Baddini Magalhães. “Não dá para concordar que um delegado ganhe menos que um oficial de Justiça, por isso fizemos a manifestação”, disse.
Em Pernambuco, a paralisação mobilizou 70% dos delegados, de acordo com a Associação dos Delegados de Polícia Civil (Adeppe). Para o presidente da entidade, Adalberto Freire do Nascimento, o fato de São Paulo ter o pior salário do Brasil “é uma vergonha”, e o governador age de forma “arrogante e prepotente” em relação às reivindicações. Os delegados realizaram um ato com faixas e cartazes afixados em frente à Associação dos Delegados, no centro do Recife.
Na Paraíba, o presidente da Associação da Polícia Civil, Flávio Moreira, considerou que “o principal motivo da nossa paralisação é manifestar nossa solidariedade aos policiais civis de São Paulo, que estão em greve há quase dois meses. Eles foram feridos com balas de borracha quando lutavam por seus direitos. O Brasil inteiro aderiu à mobilização”.
Em greve há mais de 40 dias, a Polícia Civil do Estado de São Paulo reivindica o reajuste salarial de 15% retroativo a março de 2008, 12% a partir de janeiro de 2009 e 12% a partir de janeiro de 2010, e a incorporação dos adicionais no salário da aposentadoria. Sem negociar desde a data base da categoria - 1 de março -, o governador enviou à Assembléia Legislativa de São Paulo uma proposta de reajuste zero para 2008, 6,5% para janeiro de 2009, e 6,5% para janeiro de 2010.
Além de não negociar com os policiais civis, o governo do estado tem agido com truculência. No dia 16 de outubro, uma manifestação pacífica dos policiais terminou com a ordem do governador José Serra de agressão aos manifestantes, deixando 29 pessoas feridas. Na ocasião, o governador havia dito que receberia os representantes dos policiais, mas rompeu o acordo.
No último dia 27, os policiais voltaram às ruas e reuniram 8 mil pessoas em passeata pelo centro da cidade e rejeitaram a proposta do governador de reajuste de 6,5% a partir de 2009.
“A Polícia Civil de São Paulo continua mobilizada, porque a proposta do governo é muito aquém do que desejamos. O governo não ofereceu nada para esse ano”, afirmou o presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do estado de São Paulo, João Batista Rebouças, afirmando que o projeto será debatido, mas que “a nossa proposta de reajuste será mantida”.
Há 14 anos sem aumento, a Polícia Civil de São Paulo possui o menor salário da categoria em todo o país. De acordo com Rebouças, o salário inicial do investigador é cerca de R$ 1.500,00, e do delegado é cerca de R$ 3.200. “Esse é o modelo do governo Serra, um governo ditatorial, que não recebe a polícia para negociar. Por isso nós vamos radicalizar porque queremos dignidade”, afirmou.
O presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil de Santos (Sinpolsan), Décio Couto, considerou que o apoio nacional e a manifestação do dia 27.
“Demonstraram que não são uns poucos baderneiros, como disse o governador. O que tivemos foi uma concentração que reuniu quase ¼ de efetivos do quadro da Polícia Civil de São Paulo”, declarou Décio.

Delegados federais apóiam a greve no Estado de São Paulo
A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) enviou carta ao governador de São Paulo, José Serra, manifestando apoio à greve dos policiais Civis, iniciada em 16 de setembro. “Os policiais civis do Estado mais rico da nação recebem um dos menores salários, o equivalente, a título ilustrativo, a menos da metade de um colega do Piauí, onde o custo de vida é muito mais baixo”, diz o documento.
Conforme denunciou o deputado estadual Major Olímpio Gomes (PV) ao HP, “nós estamos há 14 anos sem reajuste salarial. E a contraproposta dos policiais ainda é muito aquém das necessidades mínimas. Nós não estamos falando em aumento, simplesmente em reposição”.
A carta da ADPF para Serra afirma que “é também injusto e injustificável, Excelência, que um delegado da polícia paulista, ao fim de sua jornada mensal de trabalho, com todos os riscos inerentes à profissão, receba cerca de ¼ (um quarto) dos proventos recebidos por um membro do Ministério Público, com idêntica formação jurídica e componente do mesmo sistema persecutório criminal”.
“Essas diferenças abismais entre carreiras de igual importância desequilibram a balança do Estado e causam grave prejuízo à sociedade, eis que a valorização do profissional da segurança pública, em qualquer lugar do mundo, é elemento imprescindível para a redução da violência e criminalidade”, adverte a entidade.
Assinada pelo presidente Sandro Torres Avelar, a ADPF destaca: “Com muita tristeza acompanhamos o episódio do conflito entre os colegas das polícias Civil e Militar paulistas, e ouvimos as declarações de Vossa Excelência afirmando ser um movimento de poucos e com finalidade político-partidária, visando influenciar o segundo turno das eleições. Então, ultrapassado o período eleitoral, sentimo-nos mais à vontade para, respeitosamente, ponderar que a imensa defasagem salarial dos policiais paulistas não é retórica, mas real, consubstanciada em números alarmantes”.

Editorial
O pior inimigo da Polícia de São Paulo, depois do governador José Serra, é aquele que diz que as suas reivindicações são justas, mas a greve é imprópria.
Imprópria por quê? A lei permite. Os policiais fizeram o possível e o impossível para negociar e não foram sequer recebidos. Não estão em greve porque gostem ou porque queiram, mas porque não lhes restou outro caminho.
Quem apóia as suas reivindicações apóia a sua luta para conquistá-las.
Quem critica a greve deseja, embora não abra o jogo por razões táticas, que eles ponham o rabo entre as pernas, continuem trabalhando de graça e se submetam aos caprichos de um governador que de tão rancoroso anda beirando à demência.
O deputado Paes de Lira, coronel da PM, é um desses críticos. A alternativa que ele propõe à greve é a seguinte: “Sou a favor de engajar toda a Polícia em campanha eleitoral contra as pretensões presidenciais dele em 2010, desde que não tenhamos mais uma vez de escolhê-lo como mal menor”.
Não é preciso dizer mais nada.

Publicado na Hora do Povo, edição 2.715

01.11.08

Publicações Recentes

01.09.10 - CARTEIRA DA UMES/BILHETE ÚNICO DO ESTUDANTE 2010 01.09.10 - Ibope entrega os pontos e diz que Dilma tem quase o dobro de Serra 01.09.10 - As escolas técnicas de Lula e as encenações tucanas 27.08.10 - "Eu sei o quanto fui vítma de preconceito nesse país", diz Lula 27.08.10 - Dilma tem 55,3% dos votos válidos e Serra 33,7%, apura Sensus 25.08.10 - Crise americana continua a fazer vítimas 22.08.10 - Curso de Iniciação ao Teatro 19.08.10 - Mês do Estudante – programação completa dos shows 18.08.10 - JovemTur - 3º edição: Editais 18.08.10 - JovemTur – 3ª edição: inscrições abertas Arquivo Completo

Carteirinha UMES-ISIC 2008

Guia de Descontos Passe Escolar

Rádio UMES - Lançamento

Ilessi
"Brigador - Ilessi canta Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro"
MPB

Artistas e Discos