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São Paulo, cidade aberta

Pré-estréia: 17 de dezembro, quinta-feira, às 21h. Cine Belas Artes (Rua da Consolação 2423). Um documentário sobre a Revolução de 1924. Duração, 78 min.
Narração: Othon Bastos
Direção: Caio Plessmann
Argumento: Sérgio Rubens de A. Torres
Música original: Marcus Vinicius
Elenco: João Signoreli (Joaquim Távora), Ney Piacentini (Miguel Costa), Fabio Tomasini (Isidoro Dias Lopes), Álvaro Gomes (Carlos de Campos), Eduardo Parisi (João Cabanas), Marcelo Airoldi (João Alberto), Fábio Pinheiro (Juarez Távora), Luís Rodolfo Dantas (Macedo Soares)
Produção CPC-UMES.

Na noite do dia 8 de julho de 1924, o general Isidoro Dias Lopes, colocado no comando pelos revolucionários que desde a madrugada do dia 5 lutavam na capital de São Paulo, decide a retirada para Jundiaí. O major Miguel Costa, da Força Pública Paulista, que liderava as tropas melhor apetrechadas do país, sublevadas desde o início, não aceita a decisão. Na manhã seguinte, o major é informado que o “presidente do Estado”, Carlos de Campos, fugira da cidade com as tropas governistas. São Paulo, a capital da oligarquia cafeeira, estava nas mãos dos revolucionários.
No filme “São Paulo, cidade aberta”, o episódio é resumido por um eloquente soco na mesa, dado por Miguel Costa ao saber da fuga de Carlos de Campos. No confronto com Isidoro, ele tivera razão.
“São Paulo, cidade aberta” não é apenas a primeira obra cinematográfica sobre um dos maiores e mais heroicos episódios da nossa História, a Revolução de 1924. É uma daquelas obras definitivas, que será referência para as que virão a seguir.
Na segunda revolta tenentista – a primeira, a revolta do Forte de Copacabana, em 1922 – a oligarquia cafeeira não hesitou em destruir a sua própria capital com um selvagem bombardeio de artilharia pesada. Em “São Paulo, cidade aberta”, a excelente música de Marcus Vinícius de Andrade sublinha esses momentos dramáticos de forma precisa – sem antepor-se aos acontecimentos narrados ou representados, sem desaparecer diante deles.
A retirada até Foz do Iguaçu – e a fusão com os revolucionários gaúchos que daria início à marcha da Primeira Divisão Revolucionária, sob o comando de Miguel Costa, tendo Luís Carlos Prestes como chefe de Estado Maior – finalizou a Revolução de 1924. Entretanto, apenas seis anos depois, em 1930, os revolucionários triunfariam.
“São Paulo, cidade aberta” é o resultado, lembrou o seu diretor, Caio Plessman de Castro, de um trabalho coletivo. O que, certamente, não ofusca, pelo contrário, realça, o trabalho de cada participante, a começar pelo próprio Caio Plessman, pelo argumento de Sérgio Rubens de Araújo Torres, pela música de Marcus Vinícius, pela narração de Othon Bastos e pela interpretação de João Signoreli (Joaquim Távora), Ney Piacentini (Miguel Costa), Fabio Tomasini (Isidoro Dias Lopes), Álvaro Gomes (Carlos de Campos), Eduardo Parisi (João Cabanas), Marcelo Airoldi (João Alberto), Fábio Pinheiro (Juarez Távora), Luís Rodolfo Dantas (Macedo Soares) e outros atores.

14.12.09

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